1/12/2013
10h33 - Atualizado em 01/12/2013 13h02.
Para o ato desta segunda-feira (2), categoria
convocou os universitários.
Mobilização será às 7h, na entrada da Cidade Universitária da UFMA.
Do G1 MA.
A
Associação de Professores da Universidade Federal do Maranhão
(Apruma), por meio de nota enviada no fim da noite de sábado (30), convocou
estudantes e professores para um ato público na entrada da Cidade Universitária
da UFMA, a partir das 7h desta segunda-feira (2), em apoio aos estudantes
Josemiro de Oliveira e Daniel Fernandes, em greve de fome e acorrentados no
prédio da Residência Estudantil.
Convite
enviado à imprensa na noite de sábado (30), pela Apruma (Foto:
Divulgação/Apruma)
De acordo com a Apruma “a luta pela construção de uma casa de estudante
dentro do Campus universitário do Bacanga já dura vários anos, e tem sido
tratada com total descaso pela administração Superior da UFMA, que se recusa a
cumprir acordo junto à Justiça Federal, no sentido de garantir a casa.”
Em greve de fome há cinco dias, Josemiro Oliveira, estudante de Ciências
Sociais da UFMA, passou mal e foi levado para receber atendimento no Hospital
Universitário na tarde de sábado, em São Luís. Internado, o universitário diz
que vai continuar sem comer até que a reitoria volte atrás na decisão de
transformar o prédio destinado à Casa do Estudante na Pró-reitora de
Assistência Estudantil. Ele estava acorrentado ao portão do prédio desde
terça-feira (26) e chegou a afirmar, antes de ser levado ao hospital, que não
sairia do local. "Quem vai dizer quando eu vou sair daqui é o reitor. Eu
só vou sair quando ele entregar a casa", disse.
Por telefone, a assessoria de comunicação do Hospital Universitário
informou ao G1, que a internação do Josemiro Oliveira foi voluntária, e
que o estado de saúde do universitário é estável. O mesmo está sendo reidratado
e já foi submetido a exames.
Ainda de acordo com o Hospital Universitário, há previsão de alta do
estudante para esta segunda-feira (2).
Protesto em frente à casa do reitor
Professores e alunos fizeram um pequeno protesto em frente à residência do
reitor Natalino Salgado, mas não houve qualquer resposta. Em nota, a
universidade diz que, nos últimos anos, mais de R$ 600 mil foram investidos na
reforma das casas para os alunos e que, no prédio onde o estudante faz o
protesto, vai funcionar a Pró-reitoria de Assistência Estudantil para atender
as demandas da comunidade acadêmica.
Apoio
Representantes da Defensoria Pública da União no Maranhão (DPU-MA) e da
Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MA) também
estiveram na UFMA no sábado.
O defensor Yuri Costa estuda acionar a UFMA na Justiça para garantir o
direito dos estudantes. "Em 2007, isso era incontestável. Até 2010, isso
era muito claro que a obra era para a Casa dos Estudantes. Em 2011, a nova
reitoria mudou o entendimento e resolveu dar uma outra destinação, ligada
também ao interesse dos estudantes, mas não como casa universitária",
explicou.
Outro estudante, identificado como Daniel Fernandes, deu continuidade ao
protesto na UFMA e também se acorrentou ao prédio, iniciando, também, greve de
fome.
Gilmar Soares